Tenho vindo a verificar algo nestes 14 anos de labuta e, recentemente, estudantis. A ausência de consciência por parte de alguns profissionais (chamemos-lhes de Albertos) do que realmente significa representar a entidade para a qual dedicamos cerca de 40 das 168 horas que uma semana tem.
Supondo que vamos viver até, digamos, aos 85 anos e que se comece a trabalhar aos 18 anos, temos cerca de 50 anos de trabalho pela frente (aproximadamente) - à minha pessoa já só faltam cerca de 35 :)
Estes 50 anos representam, se trabalharmos 40 horas semanais e em números redondos, a 104.000 horas de uma vida de 176.800 horas, ou 85 anos, o que representa cerca de 59% da nossa vida dedicada ao trabalho.
Se retirarmos as cerca de 5 semanas de férias por ano, o número desce para 94.000 horas, que representa 53% do nosso tempo de vida.
Ora, não é que seja workaholic - longe disso - mas para algo que vai ocupar mais de metade da minha vida, tenho que tirar algum proveito/prazer disso, não?
Por esta razão não consigo compreender determinadas posturas de alguns Albertos com quem já me cruzei nesta, ainda curta, jornada - quer no trabalho, quer na faculdade - e o maior problema é que não têm consciência que a postura não é a correta, nem cativa os demais à sua volta.
Sou da opinião que não é necessário trabalhar 50+ horas semanais para ser considerado um bom profissional. Basta ser um bom profissional e as horas pouco importam - mais, ou menos (horas).
Falta de dedicação, brio e maior preocupação em fechar projetos do que efetivamente a fechá-los bem, são alguns dos pontos que me deixam mais preocupado.
Foco no cliente, na minha opinião o mais crítico e preocupante de todos. Ora muito bem que exista amor à camisola e dedicação pela entidade que representamos, mas que melhor forma de a representar existe do que termos uma ainda maior dedicação ao cliente? Garantir efetivamente e genuínamente a satisfação do mesmo, e não ser apenas palavras que colocamos numa brochura que ninguém vai ler? Afinal, do que nos serve ter amor à camisola se não tivermos clientes?
Isto é algo que não se consegue quando nos limitamos ao básico. É necessário ir mais além, compreender efetivamente as necessidades do cliente, existir uma relação de confiança e a melhor forma de o conseguir é a fazendo um acompanhamento constante e próximo com o mesmo. As relações entre prestador e cliente não se podem limitar, na minha opinião, a "prestação de serviço" e "cobrança". A proximidade com o cliente não deve ser feita apenas quando existem oportunidades de negócio. Com uma relação próxima com o cliente, conseguimos gerar negócio porque podemos perceber realmente quais as necessidades do mesmo. Assim, é necessário compreender quais as dificuldades do cliente e ajudá-lo a ultrapassá-las (esta mensagem serve também para alguns dos meus professores da faculdade - pode ser que algum passe por aqui 😀).
Tem que existir uma mentalidade aberta, quer do lado do cliente quer do lado da companhia, falar abertamente dos problemas e, em conjunto, ultrapassá-los.
São inúmeros os projetos que arrastam meses, anos, porque existe um certo "medo" de interagir com o cliente e uma boa parte das vezes por culpa do mesmo. Nesses casos criam-se relações de stress, desgaste e normalmente são relações de curta duração e que não há proximidade ou acompanhamento que salve.
Existe também o cenário de se ter criado uma situação de desconfiança, por incapacidade de resposta por parte do prestador de serviço em que depois a atitude é de contornar o problema, ocultar e ofuscar o cliente. Nessa situação o prestador deve assumir a responsabiliadade e falar abertamente com o cliente. Se a relação que existir for de proximidade, certamente a relação irá sair reforçada.
Por todas as empresas que passei (e não foram muitas), existe sempre um equilíbrio de atitudes. A grande maioria dos Albertos (felizmente) com vontade e dedicados no seu trabalho, outros com vontade mas sem qualquer tipo de organização - que é como ter um bom iate mas andar à deriva -, e outros sem ponta que se lhe pegue.
E agora para os que questionam "então e tu, meu palerma, em que saco te incluis?", eu respondo:
Excelente pergunta.
Todos nós temos tendência a achar que o que fazemos, fazemos bem. No entanto não estamos a contar com o desconhecido. Com o que nunca nos ensinaram, com o que nunca aprendemos e que nos ajudará a tornar melhores pessoas e profissionais. É nesse sentido que tento trabalhar. Tento absorver o conhecimento que consigo e utilizar esse conhecimento para melhorar.
Mas, definitamente, incluo-me no saco dos que se preocupam efetivamente e genuínamente com o cliente. Afinal são eles que nos mantêm ativos. Os desafios gerados a partir de uma boa relação com um cliente fazem depois o resto do trabalho - desenvolvimento pessoal, profissional e aprendizagem contínua.
Haja trabalho e atitude como resposta!
Supondo que vamos viver até, digamos, aos 85 anos e que se comece a trabalhar aos 18 anos, temos cerca de 50 anos de trabalho pela frente (aproximadamente) - à minha pessoa já só faltam cerca de 35 :)
Estes 50 anos representam, se trabalharmos 40 horas semanais e em números redondos, a 104.000 horas de uma vida de 176.800 horas, ou 85 anos, o que representa cerca de 59% da nossa vida dedicada ao trabalho.
Se retirarmos as cerca de 5 semanas de férias por ano, o número desce para 94.000 horas, que representa 53% do nosso tempo de vida.
Ora, não é que seja workaholic - longe disso - mas para algo que vai ocupar mais de metade da minha vida, tenho que tirar algum proveito/prazer disso, não?
Por esta razão não consigo compreender determinadas posturas de alguns Albertos com quem já me cruzei nesta, ainda curta, jornada - quer no trabalho, quer na faculdade - e o maior problema é que não têm consciência que a postura não é a correta, nem cativa os demais à sua volta.
Sou da opinião que não é necessário trabalhar 50+ horas semanais para ser considerado um bom profissional. Basta ser um bom profissional e as horas pouco importam - mais, ou menos (horas).
Falta de dedicação, brio e maior preocupação em fechar projetos do que efetivamente a fechá-los bem, são alguns dos pontos que me deixam mais preocupado.
Foco no cliente, na minha opinião o mais crítico e preocupante de todos. Ora muito bem que exista amor à camisola e dedicação pela entidade que representamos, mas que melhor forma de a representar existe do que termos uma ainda maior dedicação ao cliente? Garantir efetivamente e genuínamente a satisfação do mesmo, e não ser apenas palavras que colocamos numa brochura que ninguém vai ler? Afinal, do que nos serve ter amor à camisola se não tivermos clientes?
Isto é algo que não se consegue quando nos limitamos ao básico. É necessário ir mais além, compreender efetivamente as necessidades do cliente, existir uma relação de confiança e a melhor forma de o conseguir é a fazendo um acompanhamento constante e próximo com o mesmo. As relações entre prestador e cliente não se podem limitar, na minha opinião, a "prestação de serviço" e "cobrança". A proximidade com o cliente não deve ser feita apenas quando existem oportunidades de negócio. Com uma relação próxima com o cliente, conseguimos gerar negócio porque podemos perceber realmente quais as necessidades do mesmo. Assim, é necessário compreender quais as dificuldades do cliente e ajudá-lo a ultrapassá-las (esta mensagem serve também para alguns dos meus professores da faculdade - pode ser que algum passe por aqui 😀).
Tem que existir uma mentalidade aberta, quer do lado do cliente quer do lado da companhia, falar abertamente dos problemas e, em conjunto, ultrapassá-los.
São inúmeros os projetos que arrastam meses, anos, porque existe um certo "medo" de interagir com o cliente e uma boa parte das vezes por culpa do mesmo. Nesses casos criam-se relações de stress, desgaste e normalmente são relações de curta duração e que não há proximidade ou acompanhamento que salve.
Existe também o cenário de se ter criado uma situação de desconfiança, por incapacidade de resposta por parte do prestador de serviço em que depois a atitude é de contornar o problema, ocultar e ofuscar o cliente. Nessa situação o prestador deve assumir a responsabiliadade e falar abertamente com o cliente. Se a relação que existir for de proximidade, certamente a relação irá sair reforçada.
Por todas as empresas que passei (e não foram muitas), existe sempre um equilíbrio de atitudes. A grande maioria dos Albertos (felizmente) com vontade e dedicados no seu trabalho, outros com vontade mas sem qualquer tipo de organização - que é como ter um bom iate mas andar à deriva -, e outros sem ponta que se lhe pegue.
E agora para os que questionam "então e tu, meu palerma, em que saco te incluis?", eu respondo:
Excelente pergunta.
Todos nós temos tendência a achar que o que fazemos, fazemos bem. No entanto não estamos a contar com o desconhecido. Com o que nunca nos ensinaram, com o que nunca aprendemos e que nos ajudará a tornar melhores pessoas e profissionais. É nesse sentido que tento trabalhar. Tento absorver o conhecimento que consigo e utilizar esse conhecimento para melhorar.
Mas, definitamente, incluo-me no saco dos que se preocupam efetivamente e genuínamente com o cliente. Afinal são eles que nos mantêm ativos. Os desafios gerados a partir de uma boa relação com um cliente fazem depois o resto do trabalho - desenvolvimento pessoal, profissional e aprendizagem contínua.
Haja trabalho e atitude como resposta!